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3 de fevereiro de 2020 0

Uma dor intensa e incapacitante que não deixa ‘marcas’ físicas. Isso faz com que a fibromialgia e seus sintomas ainda sejam pouco compreendidos pela maioria das pessoas.

Mas quais são as causas da fibromialgia?

Não é possível indicar exatamente de onde surge a fibromialgia, entretanto, existem alguns fatores que são associados ao início da síndrome:

  • Fator genético, já que a doença é muito recorrente em pessoas da mesma família;
  • Eventos traumáticos físicos ou psicológicos;
  • Infecções por vírus ou doenças autoimunes;
  • Distúrbios do sono;
  • Sedentarismo;
  • Ansiedade;
  • Depressão.

As dores da síndrome normalmente se iniciam em um ponto específico e vão se espalhando de forma crônica. Alguns fatores podem piorar as dores, como o excesso de esforço físico, estresse emocional, infecções, noites mal dormidas, traumas ou longas exposições à temperaturas muito baixas.

A dor intensa, muitas vezes, incapacita o indivíduo de realizar atividades cotidianas, como trabalhar e mesmo as mais prazerosas – que envolvem o lazer. Como consequência podem ocorrer quadros de ansiedade, depressão, insônia entre outros, agravados pelo pouco acolhimento das pessoas próximas, já que não conseguem visualizar as causas da dor e demais sintomas.

Não há um tratamento específico para a fibromialgia, mas sim um controle de seus sintomas e de suas crises. Uma das formas controle é então o acompanhamento psicológico, fundamental nesta doença, pois irá auxiliar o paciente a encontrar estratégias de enfretamento dos sintomas e das consequências sociais e emocionais.

Assim é a fibromialgia. Apesar de pouco conhecida, até mesmo pelos médicos e pesquisadores, pode ser controlada e praticamente desaparecer, por meio dos cuidados terapêuticos e do próprio paciente. Com a Psicoterapia, Acupuntura, digito acupuntura e aurícula terapia, seus sintomas podem melhorar muito. Se sabe que o cérebro dos portadores da doença produz menos serotonina – substância ligada à capacidade de regular a sensibilidade dolorosa. Desta forma, impulsos que chegam e saem do cérebro são identificados erroneamente como dor.

Dr. Renato A. Hisamoto

Psicólogo clínico e membro do Corpo Clínico da Clínica Fares

CRP 06/160807