Gravidez Extra-Uterina

 


 O aninhamento do ovo fecundado é feito fora da cavidade uterina, isto é, na trompa, no ovário (gravidez ovariana) ou em qualquer lugar da cavidade abdominal. Normalmente, o ovo humano, 9 a 12 dias depois da fecundação, após ter passado pela trompa, efetiva seu aninhamento na mucosa uterina, especialmente preparada para recebê-lo. Se por uma razão ou outra, o caminho do ovo em direção ao útero estiver obstruído, ele se fixará eventualmente no local em que se encontrar no 9º ou no l2º dia. a) Em alguns casos, extremamente raros, o ovo não deixa o ovário no momento da ovulação, sendo aí fecundado por um espermatozóide; o feto desenvolve-se no local, se bem que o óvulo e os órgãos abdominais vizinhos deixem pouco espaço para a placenta (gravidez ovariana). b) Trata-se freqüentemente de estreitamento da trompa peritoneal, em conseqüência de desenvolvimento insuficiente, inflamação e cicatrizes, que barram o caminho do ovo; o espermatozóide, sendo muito menor, introduz-se através do obstáculo e o ovo fecundado se fixa na trompa (gravidez tubária). Em geral, a gravidez extra-uterina mostra-se penosa desde o princípio. A mulher apresenta sinais de gravidez normal (supressão das regras, desenvolvimento do ventre, aumento dos seios) sofrendo, porém, de dores no baixo ventre e de pressões no peritônio, com perdas de sangue enegrecido. Este quadro alertará o ginecologista, que efetuará cuidadoso exame de sua paciente e detectará sinais que lhe permitem reconhecer à primeira vista ou, pelo menos, suspeitar tratar-se de gravidez extra-uterina; neste caso, a ecografia poderá  confirmar suas suspeitas. Outras vezes, o drama explodirá sem nenhum sinal premonitório: a trompa muito pequena para conter o feto que aumenta de volume, rasga-se, e a ruptura estende-se às artérias e às veias. O quadro é o mesmo do abdome agudo, combinado ao da hemorragia interna.  A única possibilidade de salvar a paciente consiste em rápida intervenção (dispõe-se, em todo caso, de várias horas para agir): salpingectomia com sutura dos vasos rompidos. Em caso de necessidade, o sangue contido no abdome pode ser colhido e transfundido: mas prefere-se habitualmente recorrer ao banco de sangue. A paciente, se bem que privada de uma das duas trompas, conserva geralmente toda a sua fertilidade. A gravidez ectópica de cavidade abdominal é rara, e pode chegar raramente à termo.


 



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